De Olho no Campo
11/08/2017 09:36 (atualizado em 11/08/2017 09:59)

Mais de mil cabeças de gado morreram no MS Nesta semana recebemos uma notícia muito triste e alarmante, pois um pecuarista de uma fazenda localizada no município de Água Clara, a 200 km da capital do Mato Grosso do Sul, Campo Grande foi surpreendido com o que aconteceu em seu rebanho. Onde mais de 1.100 animais que estavam confinados na fazenda Marca 7 morreram ocasionando um prejuízo de mais de R$ 2 milhões. Os animais estão foram enterrados na própria fazenda e não há registro da doença nas propriedades vizinhas.

De acordo com a Agência Estadual de Defesa Sanitária e Animal, a suspeita clínica da causa da morte dos animais é botulismo, mas o resultado laboratorial só será divulgado em uma semana. Amostras da ração oferecida aos animais, que é produzida na própria fazenda, e da água da localidade foram enviadas para o laboratório estadual e, caso o resultado seja positivo, será enviado para uma segunda análise em um laboratório de São Paulo.
O botulismo ataca o sistema nervoso do animal provocando paralisia motora e o período de incubação é de uma semana a oito dias. A gravidade da doença está diretamente ligada à quantidade de toxinas que o animal ingeriu. No ser humano, a doença também ataca o sistema nervoso, podendo levar à morte conforme a quantidade de toxina expelida pela bactéria.
Isso serve de alerta aos nossos produtores de gado, principalmente os que usam o confinamento como forma de alimentar os animais para a produção de carne. Todo cuidado é pouco com os alimentos que são fornecidos aos animais, principalmente a origem do milho, soja e outros ingredientes da dieta animal.
AGOSTO É O MÊS IDEAL PARA A PODA EM VIDEIRAS
Esta prática renova e equilibra a brotação, melhora o rendimento do produtor, mas requer alguns cuidados que são fundamentais para o sucesso da atividade e obter boa produtividade e frutos saborosos.
Os produtores de uva acabaram de entrar na época ideal da poda seca nas videiras. Até setembro, milhares de produtores vão adotar a prática para equilibrar a brotação, renovar os parreirais e melhorar a produção. No entanto, a poda é uma técnica sensível que exige habilidade e muitos cuidados por parte dos produtores. 
Conforme os especialistas em fruticultura o ideal é ter de 60 a 100 mil gemas por hectare, renovar de quatro a dez varas por esporões e não esperar até novembro para fazer a poda verde. Mas muitos destes cuidados são desrespeitados pelos agricultores por falta de opção, porque a atividade carece de mão-de-obra qualificada.
Os meses ideais para a poda da parreira, poda seca ou poda de inverno são julho e agosto, principalmente agosto em ano como este, onde tivemos oscilações bastante bruscas de temperaturas (como a última semana que passou com calor de verão), que expõe a planta a um risco maior de brotação antecipada. Brotando antes, ela corre o risco de sofrer danos com geadas um pouco mais tardias.
INFORME TÉCNICO DA VIDEIRA
O pé de uva é chamado de videira, parreira ou vinha. No Brasil, são várias as espécies cultivadas que podem ser consumidas in natura (consumo natural das bagas) ou na confecção de vinhos secos e suaves. Para o consumo natural, a uva mais cultivada é a espécie Vitis labrusca, seu nome popular é Niágara rosada e Niágara branca. A Niágara Rosada é aquela uva comercializada, normalmente, na beira de estrada. Outras uvas cultivadas em casa são a Bordô, a Concord e a Itália.
As uvas possuem diversas propriedades benéficas à saúde. Elas protegem o sistema circulatório e o coração; têm propriedades antioxidantes, o que significa que impedem a ação de radicais livres no organismo; apresentam características anti-inflamatórias; inibem a aglomeração das plaquetas sanguíneas, reduzindo os riscos de ocorrência de infartos e derrames; além de impedir alguns processos desencadeadores do câncer. A fruta ainda é boa fonte de vitamina C e complexo B, rica em minerais como magnésio, enxofre, ferro, cálcio e fósforo, indispensáveis a uma boa saúde.
VANTAGENS DE UMA BOA PODA NAS PARREIRAS
A poda de inverno é de extrema importância para a produção e renovação da planta. O mês de agosto é o mais indicado, conforme os mais experientes o ideal é podar na primeira minguante de agosto. Para o sucesso do parreiral é preciso ter bastante conhecimento da prática e esta qualificação e a pouca oferta de mão-de-obra afeta um trabalho de qualidade e na época certa. Então tem produtores que já vêm podando desde o início de junho e vão até setembro podando para vencer essa demanda. 
A prática da poda é extremamente importante para a renovação da safra e o equilíbrio da parte vegetativa com a parte produtiva. Sem ela, a planta pode crescer muito, produzindo só na ponta, o que é ruim para o produtor porque a vinha começa a acumular muito material e madeira velha, o que gera muita energia da planta, fazendo com que ela perca material produtivo. 
Além disso, a poda mantém a qualidade dos frutos, pois elimina o excesso e permite que os frutos que sobraram na planta recebam boa quantidade de nutrientes, já que estão com baixa competição. A poda incorreta pode, inclusive, gerar problemas como doenças por favorecer o surgimento de fungos.
Os principais descuidos na Serra Gaúcha ainda são os excessos de gema por hectare. Estas uvas americanas e híbridas, chamadas de comuns, têm que ter entre 60 a 100 mil gemas por hectare. O produtor sabendo de todos os riscos climáticos, fora as dificuldades de contenção por doenças, trabalha com o dobro disto, no mínimo, e depois costuma fazer uma poda verde, em novembro. Ou seja, retira um excesso de brotação. Mas aí nós temos uma copada muito fechada e com facilidade de instalação do míldio, que é a principal doença da parreira na Serra Gaúcha e na nossa região também.

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