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11/08/2017 08:47 (atualizado em 11/08/2017 09:06)

Dr.Campos conclui curso de doutorado em implantes ósseo Cirurgião dentista de São Miguel do Oeste conquistou mais este título após cinco anos de estudos em São Paulo

São Miguel do Oeste
Cleiton Campos teve a tese de doutorado aprovada na banca
O cirurgião dentista de São Miguel do Oeste, Cleiton Campos, concluiu no início deste mês, seu doutorado em implantes ósseos, realizado na Faculdade de Medicina e Odontologia São Leopoldo Mandic, em São Paulo. Segundo ele, foram cinco anos de estudos até a aprovação da tese, que aborda uma técnica de laterização de nervo, considerada difícil e pouca adotada pelos cirurgiões dentistas devido sua complexidade. Conforme Campos, a técnica tem poucos estudos na área.
Segundo o cirurgião dentista, além dos estudos, o doutorado oportuniza uma série de questões que geram benefícios ao atendimento. Campos atua há praticamente 10 anos em São Miguel do Oeste. Ele relata que um doutorado sempre agrega muito conhecimento, tanto pelo estudo em si, mas também pela troca de informação com profissionais de todo o país. “Em um doutorado você encontra colegas de todo o País e até de fora, que trocam informações com colegas que são no mínimo mestres. Gente que já tem um conhecimento grande, que têm experiência clínica, que já acertaram muito e já erraram. Então tem essa troca, principalmente para saber onde não ir, para não errar também”, detalha.
No aspecto de estudo, Campos explica que para o doutorado, qualquer apresentação ou artigo escrito, são usadas pesquisas internacionais, sendo que não são aceitas pesquisas com artigos antigos, o que gera um processo de atualização. “Acho que não tem nenhuma área, profissão, que você se forme e não precise se atualizar”, relata o profissional, já afirmando que não pretende parar de estudar. Dr. Campos relata que com a conclusão do doutorado ficará livre para voltar a estudar no exterior

A TÉCNICA
A tese de Campos é focada na Laterização de Nervo Al-Ipeno, uma cirurgia que já foi usada ao longo dos anos, mas que deixou de ser usada devido à complexidade. “É quando o paciente tem a mandíbula muito fina, e precisa colocar implantes dentários no lugar dos dentes de trás da boca. Devido a um nervo que passa no meio da mandíbula, muitas vezes o profissional não consegue colocar os implantes sem danificar este nervo sensorial. O que muitos colegas fazem é extrair os dentes da frente e colocar os implantes ali, aonde não terá risco de danificar o nervo, para fazer uma prótese fixa. Com essa técnica, não é necessário mexer nos dentes da frente, porque a cirurgia é feita somente na parte de trás, onde realmente precisa ser mexido. Então o que faço é encontrar o nervo dentro do osso, dissecá-lo, e puxá-lo para o lado, fazendo um novo caminho a ele, para assim poder colocar os implantes usando toda a espessura do osso da mandíbula. Faço essa técnica desde 2009”, detalha.
PUBLICAÇÃO
Campos revela que em virtude de ser uma técnica complicada e pouco usada, há poucos estudos na área, sendo eles antigos, de mais de duas décadas. Ele revela que pelo menos cinco artigos foram encaminhados a revistas internacionais especializadas e em virtude de poucas pesquisas na área, o que devem fazer com que os artigos sejam pulicados. Conforme o cirurgião dentista, está praticamente certa a publicação de um deles, que deverá ser publicado na JOMI (The International Journal of Oral & Maxillofacial Implants), uma das mais conceituadas do segmento.  
FORMAÇÃO
Cleiton Campos atua há praticamente 10 anos com consultório próprio em São Miguel do Oeste. É especialista em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial (USP); mestre em Próteses dentárias (Uningá); Pós-graduado avançado em Implantes Straumann (Espanha); Máster em Laterização Nervo Al-Ipeno; Curso Internacional em Cirurgia Ortognatia Hospital Sírio Libanês (São Paulo); Residência no Hospital de Pronto Socorro Sabóya (Traumatologia), em São Pau Paulo; pós graduado em Próteses Sobre Implantes Ósseos – Integrados; pós-graduado em Implantes e Cirurgia avançada para Implantes.
Cleiton Campos junto aos pais após a aprovação oficial do doutorado

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