São Miguel do Oeste
16/06/2017 09:34 (atualizado em 31/12/1969 21:00)

“Fui desrespeitado e minha história foi desrespeitada”, diz Flavio Ramos Após pedido de desfiliação do PMDB, ex-vereador e ex-secretário diz ter tido demonstrações de ingratidão por parte de alguns integrantes da sigla

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Flavio Ramos acredita que não recebeu o devido respeito após 30 anos de militância no PMDB
O ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Vereadores, Flávio Ramos, pediu desfiliação do PMDB após 30 anos de militância. Com o PMDB, Flavio Ramos foi cinco vezes candidato a vereador, tendo se elegido por três vezes e ocupado a presidência da Câmara. Também participou da coordenação em seis campanhas municipais e estaduais do PMDB, além de ter sido secretário de Educação, chefe de gabinete, diretor de planejamento e gestor de Habitação.
De acordo com Ramos, foi uma série de episódios que gerou a insatisfação e, consequente, saída do Partido. Ele lembra que um dos episódios foi no caso da saída de Cris Zanatta. Ele revela que, como presidente do Partido, tentou a conciliação entre os grupos que pediam a permanência e a saída da vereadora da sigla, trabalho que deixou algumas lideranças desgostosas. “Ali já criou um mal-estar”, lembra. Outro fator foi da reforma administrativa. Segundo Ramos, que é funcionário público de carreira, ele foi enquadrado de forma equivocada, e mesmo com parecer favorável da assessoria jurídica foi orientado a entrar na justiça para cobrar seus direitos. “Depois de muito tempo acharam um parecer desfavorável e tive que entrar na justiça contra o Valar para cobrar meus direitos”, relembra.
Segundo Ramos, sua irmã concorreu a vereadora e foi a única funcionária a ser demitida no mandato de João Carlos Valar, sendo que o acordo era de que aqueles que concorressem seriam mantidos nos cargos. “Entendi isso como um ato claro contra minha pessoa e isso feito pelo governo, inclusive do João Valar, que ajudei a colocar ali”, recorda.
Lembrou ainda de quando recebeu a portaria sobre o fim do convênio com a Fatma, para voltar ao cargo de servidor municipal. “Dizia que se eu não comparecesse na escola no prazo determinado, iria ser considerado insubordinação. Como se eu fosse alguém indisciplinado, insubordinado, que tivesse feito coisas contra o governo ou algo parecido”, critica. A gota d’água teria sido quando foi bloqueado no grupo do WhatsApp na última campanha. “Entendi isso como uma falta de respeito, falta de confiança”, resume.
Ramos não escondeu a chateação, disse ter se sentido desrespeitado e que não havia mais clima para convivência dentro do PMDB. “Eu fui desrespeitado e minha história foi desrespeitada por algumas pessoas. Não por todos, mas por algumas poucas pessoas que demonstraram ingratidão. Fiz muitas amizades e ainda tenho muitas amizades dentro do PMDB, mas não havia mais clima para convivência. É momento de buscar outro caminho”, disse o político que revelou já ter recebido convite de outras siglas. “Não devo abandonar a política, até por ter uma história construída. Por enquanto não tenho nenhuma definição para onde vou. Minha vontade é permanecer até o final do ano sem nenhum partido”, conclui. 
Em contato com a reportagem, o presidente municipal do PMDB, Moacir Martello, disse que não se manifestaria sobre o assunto.

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Fonte: portalgc

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